Vídeo mostra momento que ônibus invade rodoviária e deixa mortos e feridos na Bahia
As duas mulheres que morreram após um ônibus de viagem invadir a rodoviária de Itambé, no sudoeste da Bah...
Vídeo mostra momento que ônibus invade rodoviária e deixa mortos e feridos na Bahia
As duas mulheres que morreram após um ônibus de viagem invadir a rodoviária de Itambé, no sudoeste da Bahia, voltavam para casa depois de passar o feriado prolongado de Semana Santa com as suas famílias, quando aconteceu o acidente, nesta segunda-feira (6).
Segundo apurou a TV Sudoeste, afiliada da Rede Bahia na região, Danielle Jheniffer Ramos Santana, de 20 anos, e Janete Silva Oliveira, de 51, tinham saído do distrito de Nova Brasília, da cidade de Ribeirão do Largo, onde nasceram.
Vídeo mostra momento em que ônibus atinge rodoviária de cidade no interior da Bahia
As duas seguiam para Itapetinga, onde moravam atualmente. Itambé fica no meio do caminho entre os municípios, que são distantes 87,9 km. Apesar de conterrâneas e de residirem na mesma cidade, as duas não eram da mesma família.
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Vítimas do acidente em Itambé, no sudoeste da Bahia
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Janete era casada e deixa três filhos. Já Danielle era estudante universitária e tinha se mudado justamente para dar início ao ensino superior.
A jovem era sobrinha dos dois sobreviventes. Danilson Ramos Santana, de 41 anos, e Danildo Ramos Santana, de 39, foram socorridos em estado grave para o Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), também no sudoeste do estado.
Segundo apurou a TV Sudoeste com familiares das vítimas, os dois tiveram as duas pernas amputadas e não têm previsão de alta.
Os corpos de Danielle e de Janete serão sepultados na terça-feira (6), no distrito de Nova Brasília. O horário, no entanto, ainda não foi divulgado.
Em nota compartilhada nas redes sociais, as prefeituras de Itambé e Ribeirão do Largo lamentaram o acidente e se solidarizaram com familiares das vítimas. Em Itambé foi declarado luto de três dias.
Relembre acidente
Duas mulheres morrem após ônibus invadir rodoviária no interior da Bahia
Redes Sociais
O ônibus tinha saído do Vitória da Conquista com destino a Itabuna. No momento do acidente, por volta das 7h, o coletivo fazia uma das paradas do caminho.
Uma câmera de segurança filmou o momento da colisão. O vídeo mostra o local onde os passageiros costumam esperar pelos ônibus: um espaço com bancos de madeira e uma pequena lanchonete. No momento do acidente, as pessoas que estavam nesse ponto correram assustadas.
As duas mulheres que morreram e os outros dois homens que ficaram gravemente feridos estavam um pouco mais a frente, perto do local do estacionamento dos ônibus, e não foram filmados pela câmera.
Em nota, a empresa Rota Transportes afirmou que os 20 passageiros que já estavam dentro do ônibus não ficaram feridos e foram realocados para outro coletivo. A empresa disse também que presta assistência às vítimas e apura as causas do acidente internamente.
Motorista fugiu
Segundo a Polícia Civil (PC), o motorista responsável pelo ônibus fugiu do local após a colisão. À TV Sudoeste, o delegado Márcio Alan Assunção, que é responsável pelo caso, disse que o condutor teve uma discussão com passageiros, antes de voltar ao veículo e dirigir novamente. Foi nesse momento que o acidente aconteceu.
O motivo da briga seria porque, na concepção do motoristas, essas pessoas estavam sentadas em um local irregular.
"A gente não sabe o que aconteceu, é um veículo automático. Houve esse avanço do veículo e infelizmente a morte violenta de duas pessoas. Depois disso ele [motorista] teria evadido", contou o delegado.
Para o delegado, a fuga do motorista é uma atitude suspeita e que será investigada pela PC. Em nota, a empresa Rota Transportes disse que o motorista vai se apresentar no momento devido.
Rodoviária de Itambé
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Ônibus invadiu rodoviária em Itambé, na Bahia
Arte g1
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Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis
O governo federal lançou nesta segunda-feira (6/4) um pacote de medidas para tentar amortecer os impactos da guerra...
Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis
O governo federal lançou nesta segunda-feira (6/4) um pacote de medidas para tentar amortecer os impactos da guerra no Irã nos combustíveis, incluindo iniciativas específicas de alívio para o setor aéreo.
Para esse segmento, as medidas anunciadas são a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) para o querosene de aviação (QAV) — gerando economia de R$ 0,07 por litro de combustível —, duas linhas de crédito no valor de R$ 9 bilhões para o setor, e prorrogação, para dezembro, das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho.
O pacote, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criou uma nova subvenção para a importação e produção do biodiesel, que se somará ao subsídio anunciado no início de março, e também ao gás.
No início do mês, a Petrobras havia anunciado aumento de 54,6% no preço do querosene de aviação. No acumulado desde o início da guerra, em fevereiro, a alta é de 64%.
Segundo a Petrobras, haverá 18% de reajuste em abril. O restante será parcelado em seis meses, com a primeira parcela prevista para julho. A medida vem para assegurar o "bom funcionamento do mercado", segundo a companhia.
Avião da Latam
LATAM/Divulgação
Os impactos da crise são globais, mas para o passageiro brasileiro, o cenário é de "tempestade perfeita": a alta encontra custos normalmente já elevados e um setor já abatido. Mesmo antes do anúncio da Petrobras, as passagens aéreas já vinham subindo. A prévia da inflação de março (o IPCA-15) mostrou aumento de 5,94%.
Com as novas medidas anunciadas nesta segunda, a expectativa é de que os impactos sejam amortecidos.
Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil explicam por que o país é particularmente vulnerável a esse choque e o que o consumidor deve considerar antes de comprar seus bilhetes.
Por que os preços do querosene de aviação estão subindo?
O impacto do conflito entre Irã e EUA nos preços do combustível dos aviões se dá porque o país do Oriente Médio detém o controle do estreito de Ormuz, uma área entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico.
Por ele, passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Isso acontece porque o estreito é a única saída marítima de petróleo para grandes exportadores, como Arábia Saudita, Iraque e o próprio Irã.
Estreito de Ormuz
Arte/g1
Com o conflito, os riscos em torno do transporte do petróleo aumentaram. Isso se refletiu na alta de preços do Brent, que é referência no mercado. Um dia antes da invasão norte-americana, o preço do barril de Brent fechou em US$ 71,32. Mas, ao longo do conflito, o valor já ultrapassou a marca dos US$ 115 por barril.
Como o QAV é um derivado direto do petróleo, seu preço está ligado a essas oscilações — como já visto, mesmo que com menor intensidade, em outras situações de conflito, como a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
Combustível mais caro
No Brasil, essa vulnerabilidade é amplificada pela política de Paridade de Preço de Importação (PPI), segundo Dany Oliveira, ex-diretor da International Air Transport Association (IATA) no Brasil.
Esse modelo de precificação define o valor dos combustíveis no Brasil não pelo custo real de extração e refino nacional, mas pelo quanto custaria para um importador trazer esse mesmo produto do exterior.
Na prática, a Petrobras calcula o preço somando a cotação internacional do petróleo (como o Brent, no caso do QAV) e a variação do dólar a "custos hipotéticos" de transporte, como fretes marítimos e taxas portuárias, como se o combustível estivesse cruzando o oceano em um navio-tanque.
Assim, pouco importa que cerca de 90% do QAV usado no Brasil seja produzido no país — o seu preço vai seguir o mercado internacional.
Preço do querosene de aviação no Brasil segue a cotação internacional
Getty Images via BBC
Segundo Oliveira, em tempos normais, o combustível de aviação representa cerca de 40% do custo total das empresas aéreas brasileiras, enquanto a média mundial gira em torno de 27%.
Segundo nota da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) enviada à BBC, o combustível passou a responder por 45% dos custos totais das companhias após o último reajuste.
Além disso, com a guerra, "as empresas precisam desviar de áreas justamente por conta da segurança", explica Oliveira.
"Esses desvios podem alongar o tempo de voo em até uma hora e meia. Isso é ainda mais tempo consumindo o querosene".
Vale a pena antecipar as compras de passagem?
Para Diego Endrigo, planejador financeiro pela Planejar, pode valer a pena se adiantar e comprar passagens para as viagens do resto do ano.
Ao contrário do câmbio, onde é possível comprar dólares aos poucos para fazer um "preço médio", o serviço aéreo tende a sofrer repasses abruptos.
Além disso, "as pessoas podem e devem antecipar a compra da passagem, pois há a possibilidade, com a guerra, de redução da quantidade de voos", diz Endrigo.
"E aí, se reduzir a quantidade de voos, temos a famosa regra da oferta e demanda. E a inflação de preços ocorre exatamente por isso".
Com menos oferta de voos disponíveis e demanda igual dos passageiros por viagens, os preços das passagens sobem.
Os viajantes também devem redobrar a atenção ao seguro-viagem, muitas vezes oferecido pelas próprias operadoras de cartão de crédito, que pode oferecer proteção e assistência contra imprevistos, desde emergências médicas até cancelamento de voos.
As incertezas trazidas por conflitos geopolíticos também podem trazer lições duradouras sobre planejamento pessoal, diz Diego.
"Além de toda a tragédia, cidadãos pagam muito caro economicamente por uma guerra", afirma. "Para se preparar para situações de emergência, podemos diversificar, para além de ativos, diversificar o risco-país. Hoje temos muitas opções acessíveis de contas internacionais, que permitem ter ativos em vários locais".
Mudança no STF congelou ações de passageiros contra aéreas
A decisão de compra também esbarra em uma questão para além das finanças: os direitos dos passageiros em caso de cancelamentos.
Isso porque, em novembro, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os processos contra companhias aéreas que tratem de atrasos, alterações ou cancelamentos de voos decorrentes de "fortuito externo" ou força maior, conforme as definições do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA).
Na prática, isso significa que os processos motivados por eventos alheios ao controle das empresas (como condições meteorológicas adversas, fechamento de aeroportos, restrições impostas por autoridades da aviação civil ou situações de pandemia) devem ser paralisados até que o tribunal decida de forma definitiva sobre a controvérsia.
A disputa é qual conjunto de regras deve prevalecer nessas situações: se é o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que oferece maior proteção e reparação ao passageiro, ou o CBA, que possui regras mais restritivas.
Assim, a depender do que decidir o STF, é possível que situações de guerra como a que acontece no Irã sejam lidas como "fortuito externo" e, dessa forma, passageiros afetados por um cancelamento nessas condições não tenham direito a reclamação contra companhias.
Para Walter Moura, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), uma "guerra que tem mais de três semanas não é como um tornado, que acontece do nada". Portanto, ele defende que conflitos como o do Irã não sejam enquadrados como "fortuitos externos".
"Para vendas futuras, eles têm plenas condições de fazer cálculos preditivos, criando planos especiais de pagamento e cancelamento", diz. "Não acredito que o Supremo resista à pressão das aéreas. É bom o consumidor se preparar para comprar passagens aéreas da mesma forma que comprar bilhetes de loteria. As chances de perder dinheiro são cada vez maiores."
A Anac disse em nota que as regras brasileiras "não trazem orientação específica para situação de guerra", mas entende que "o texto deve ser expandido para esse tipo de circunstância".
"Ou seja, que as companhias aéreas não são responsáveis pelo dano, o que não as isenta da necessidade de garantir assistência material aos passageiros", disse a Anac.
Potencial do Brasil para baratear combustível de aviação
Se a situação atual é de crise para todos os envolvidos, ela pode ter um pequeno ponto positivo a longo prazo: impulsionar a busca de alternativas para o QAV, que tem origem fóssil.
"O momento mostra uma altíssima dependência de um único insumo poluente, e precisamos diminuir essa dependência", diz Dany de Oliveira.
Uma das opções é o Sustainable Aviation Fuel (SAF), um biocombustível produzido a partir de resíduos como óleo de cozinha, gordura animal e biomassa de cana-de-açúcar. Os atuais motores de aviões já são compatíveis com o SAF.
Historicamente, o SAF é de 3 a 5 vezes mais caro que o querosene comum. No entanto, com o barril de Brent subindo com a guerra, essa distância econômica diminui.
O combustível sustentável (SAF) é de 3 a 5 vezes mais caro que o querosene comum, mas diferença pode cair com alta do Brent
Getty Images
"O Brasil tem tudo para ser a 'Arábia Saudita do SAF'", diz Oliveira. Além de ter a maior reserva de biomassa do mundo, o Brasil já tem décadas de experiência com o Proálcool e a mistura de biodiesel, com infraestrutura adequada para biocombustíveis.
Além disso, o SAF pode trazer independência geopolítica: um combustível produzido a partir de cana-de-açúcar ou gordura animal em solo brasileiro não depende do estreito de Ormuz.
De olho nisso, o SAF faz parte da Lei do Combustível do Futuro, aprovada em 2024, que regula os passos da transição energética no Brasil. Ela define que, a partir de 2027, as companhias aéreas precisam usar uma pequena porcentagem de SAF. Empresas como a LATAM já começaram a usar o biocombustível em determinadas operações.
"O arcabouço regulatório ajuda, mas ainda falta uma carteira de investimentos para acelerar esses projetos do SAF. O que temos hoje é potencial", diz Oliveira. "Que esse momento seja uma alavanca para que esses projetos fiquem mais robustos e consigam ser acelerados".
* Com reportagem de Marina Rossi
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Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (6/4) mais um pacote de medidas visando co...
Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (6/4) mais um pacote de medidas visando conter o impacto da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis no Brasil.
Entre as medidas anunciadas estão a ampliação da subvenção ao diesel, a criação de um subsídio para a importação de gás de cozinha e a isenção de impostos (PIS e Cofins) sobre o biodiesel e o querosene de aviação (QAV).
Em março, o governo já havia anunciado a isenção da alíquota de PIS e Cofins sobre o óleo diesel e um subsídio de R$ 0,32 por litro do produto produzido no Brasil ou importado.
O efeito desse primeiro pacote, no entanto, ainda não chegou integralmente aos consumidores, porque três grandes empresas do setor (Vibra — antiga BR Distribuidora —, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas de diesel, não aderiram à política.
Governo Lula anunciou novo pacote de medidas visando conter impacto da guerra no Irã sobre preços de combustíveis no Brasil
Agência Brasil/Getty Images
Com as medidas anunciadas nesta segunda-feira, o governo visa conter uma aceleração da inflação em pleno ano eleitoral.
Com custo bilionário, o pacote se soma a outros bilhões em gastos sociais do governo para aumentar o poder de compra da população, aquecer a economia e conter a inflação, às vésperas da nova tentativa de reeleição de Lula.
"Em conjunto, as ações geram um novo alívio para os consumidores e os setores produtivos brasileiros, reduzindo os efeitos internos do choque de preços causado pela guerra", afirmou o Planalto, em comunicado sobre as ações para conter a alta dos combustíveis.
"E fortalecem a soberania energética e a segurança do abastecimento no país, garantindo que a população brasileira continue sendo uma das menos afetadas pela crise geopolítica", completou a Presidência da República.
Nesta segunda-feira, o petróleo do tipo WTI para maio (referência do mercado americano) fechou em alta de 0,77%, a US$ 112,41 por barril. Já o Brent para junho (referência mundial) avançou 0,68%, a US$ 109,77 por barril.
O preço do petróleo está em alta desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de petróleo do mundo.
Com isso, a alta dos combustíveis se tornou uma dor de cabeça para o governo federal no ano eleitoral, com ameaça de greve dos caminhoneiros e potenciais impactos sobre a popularidade de Lula.
Confira as medidas anunciadas nesta segunda-feira.
Óleo diesel
Para o diesel, o governo anunciou uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para produtores nacionais e de R$ 1,20 por litro para importação do combustível.
As subvenções anunciadas agora se somam àquela de R$ 0,32 por litro anunciada em 12 de março e que já está em vigor.
Considerando as medidas já anunciadas em março, o subsídio total ficará em R$ 1,52 por litro de diesel importado e R$ 1,12 para o produto nacional.
Governo anunciou subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para produtores nacionais de diesel, e de R$ 1,20 por litro para importação do combustível
José Cruz/Agência Brasil via BBC
Na importação, a subvenção será financiada em conjunto por União e estados, com cada parte sendo responsável por 50% do custo (ou R$ 0,60 por litro cada).
Essa medida terá duração inicial de dois meses (abril e maio) e custo total estimado em R$ 4 bilhões (sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para estados e Distrito Federal).
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, 25 unidades da federação já confirmaram disposição de participar do programa e apenas dois estados ainda não sinalizaram adesão, mas ele disse esperar que a participação possa ser unânime.
Já na produção nacional, o subsídio adicional de R$ 0,80 por litro será bancado apenas pela União, com custo de R$ 3 bilhões por mês e duração de dois meses, prorrogáveis por igual período — o que, se confirmado, elevaria o gasto total a R$ 12 bilhões em quatro meses.
O óleo diesel é o combustível utilizado pela maioria dos veículos de carga, dos caminhões que transportam os alimentos, medicamentos e até a gasolina que abastece nos postos, aos navios que transportam mercadorias pelo mundo.
É também o que muitos ônibus e trens usam. E é desse combustível que muitas indústrias dependem para alimentar suas máquinas — e que produtores agrícolas precisam para operar seus tratores e poder semear e colher.
Apesar disso, o diesel é um item de pouco peso sobre o IPCA (índice oficial de inflação do país) – em fevereiro, ele respondia por apenas 0,23% da cesta.
No entanto, por ser muito utilizado no transporte rodoviário, ele acaba afetando indiretamente vários outros componentes da inflação, uma vez que afeta os custos das empresas. Daí a ação do governo para conter a alta de preços.
Biodiesel
O governo zerou ainda as alíquotas de PIS e Cofins sobre o biodiesel, com impacto esperado de R$ 0,02 por litro do combustível. Atualmente, o biodiesel é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, a uma proporção de 15%.
Gás de cozinha
Para o gás de cozinha (gás liquefeito de petróleo, ou GLP), o governo vai subsidiar em R$ 850 cada tonelada de GLP importado, com o objetivo de que o produto estrangeiro seja comercializado no Brasil pelo mesmo valor do item nacional.
Segundo o governo Lula, o objetivo da medida é "reduzir o impacto da guerra sobre o dia a dia da população mais vulnerável". A subvenção deve durar dois meses, prorrogáveis por mais dois, com custo estimado em R$ 330 milhões.
O subsídio anunciado nesta segunda-feira é mais uma medida do governo sobre o gás de cozinha. Em fevereiro, Lula sancionou lei que torna o programa Gás do Povo permanente.
O programa mais do que triplicou as famílias atendidas em 2026, de 4,5 milhões para 15 milhões. Os beneficiários têm direito a recargas de 4 a 6 botijões por ano, a depender do tamanho das famílias.
O valor médio nacional do botijão está em R$ 110, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
Subvenção ao gás de cozinha deve durar dois meses, com custo de R$ 330 milhões
Banco Central/Agência Brasil via BBC
Aviação
Para conter a alta de preços das passagens aéreas, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação (QAV), com uma economia esperada de R$ 0,07 por litro do combustível.
Na semana passada, a Petrobras anunciou um reajuste de 55% no preço do combustível dos aviões, item que representa mais de 40% do custo operacional das companhias aéreas.
O Executivo também anunciou até R$ 9 bilhões em linhas de crédito para o setor aéreo, com foco na reestruturação financeira das empresas e em capital de giro.
Também anunciou que as empresas pagarão as tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira (FAB) referentes aos meses de abril, maio e junho somente em dezembro.
As tarifas de navegação são cobranças feitas pelo governo (no Brasil, administradas pela FAB) para custear os serviços que permitem que os aviões voem com segurança no espaço aéreo.
Governo zerou alíquotas de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, com economia esperada de R$ 0,07 por litro do combustível
Rovena Rosa/Agência Brasil via BBC
Fiscalização
O governo anunciou, por fim, o fortalecimento da fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre os preços dos combustíveis.
Uma medida provisória (MP) inclui penalidades maiores para elevação abusiva de preço e recusa de fornecimento de combustível em contextos de conflitos geopolíticos ou de calamidade.
Além disso, um projeto de lei encaminhado em regime de urgência constitucional cria um novo tipo penal para coibir o aumento abusivo de preços, podendo acarretar de dois a cinco anos de prisão.
Важно отличать обычную "усталость" сустава после нагрузки от симптомов заболевания. Насторожить должны боли в покое или ночью, выраженная утренняя скованность, отек, чувство тепла в суставе, а такж...
Важно отличать обычную "усталость" сустава после нагрузки от симптомов заболевания. Насторожить должны боли в покое или ночью, выраженная утренняя скованность, отек, чувство тепла в суставе, а также постепенно нарастающее ...
Jorge Messias foi indicado por Lula para substituir Barroso no STF
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
O cálculo do governo ao mandar agora ao Senado a indicação de Jorge Messias para uma vaga n...
Jorge Messias foi indicado por Lula para substituir Barroso no STF
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
O cálculo do governo ao mandar agora ao Senado a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) inclui o fato de que a Corte está incompleta num momento de crise reputacional — com ministros enrolados no caso Master — e julgamentos importantes na pauta.
Desde que Barroso se aposentou, em outubro, o Supremo está com 10 ministros. O presidente Lula escolheu Messias em novembro, mas só mandou na semana passada o nome dele ao Senado, que deve marcar a sabatina e a votação do indicado. Não há data definida ainda.
Bastidores da política: acesse o canal da Sadi no WhatsApp
O Planalto não quer na sua conta a fatura de que estaria demorando para soltar a indicação em meio à crise.
A mensagem do governo ao STF é: enviamos o nome e agora cabe ao Senado fazer a sua parte para que a Corte volte a ter formação completa.
Outra preocupação do governo é o calendário. Como é ano de eleição, aliados de Messias e setores do Planalto defendem que é preciso resolver logo. O entendimento é que o Congresso trabalha menos em anos eleitorais e os parlamentares ficam focados em suas candidaturas.
Então, quanto antes votar a indicação de Messias, maiores as chances de aprovar.
Também causou alerta no governo o fato de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria cogitado deixar a sabatina para depois de outubro. Para evitar isso, o governo resolveu não adiar mais.
Disputa interna no STF
Nos bastidores do tribunal, diferentes grupos estão trabalhando para aprovar o nome de Messias.
Segundo aliados dele, os ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e André Mendonça estão empenhados nisso.
E já há uma disputa de grupos na Corte para que, se Messias for mesmo aprovado e virar ministro, vote com um dos respectivos grupos a depender dos temas de interesse de cada um.
O astronauta Neil Armstrong na Lua
Divulgação/Nasa
Os quatro astronautas da Artemis II passaram pela Lua na segunda-feira (6), observaram regiões nunca vistas por olhos humanos e quebraram ...
O astronauta Neil Armstrong na Lua
Divulgação/Nasa
Os quatro astronautas da Artemis II passaram pela Lua na segunda-feira (6), observaram regiões nunca vistas por olhos humanos e quebraram o recorde de distância da Terra. Mas não pousaram.
Para quem acompanhou as missões Apollo nas décadas de 1960 e 1970, pode parecer um passo atrás.
Afinal, os Estados Unidos já fizeram isso seis vezes. Então por que, mais de 50 anos depois, a viagem mais avançada que a NASA consegue realizar é um sobrevoo?
A resposta tem várias camadas, técnicas, políticas e orçamentárias, e ajuda a entender por que retornar à Lua se provou muito mais difícil do que muitos esperavam.
O ponto mais direto é que a nave Orion, que transporta a tripulação atual, simplesmente não tem capacidade de pousar.
Ela foi projetada para levar astronautas até as proximidades da Lua e trazê-los de volta à Terra com segurança, não para descer à superfície.
Para pousar, é preciso um módulo separado, e esse módulo ainda não está pronto.
A NASA tem contratos com duas empresas para desenvolver esses veículos de pouso lunar: a SpaceX, com a nave Starship, e a Blue Origin, com o Blue Moon.
Nenhum dos dois está disponível ainda para uma missão tripulada.
O pouso mais cedo que a agência projeta é em 2028, na Artemis IV.
Missão Artemis começa a voltar à Terra
O que aconteceu desde o progrma Apollo
Depois que Neil Armstrong pisou na Lua em 1969 (e outros dez astronautas o seguiram nas cinco missões subsequentes), a corrida espacial com a União Soviética foi considerada vencida.
O interesse político e público pela exploração lunar caiu rapidamente, e o programa Apollo foi encerrado em 1972.
Nas décadas seguintes, a NASA concentrou seus recursos em órbita baixa da Terra, com os ônibus espaciais e a Estação Espacial Internacional (ISS).
Recolocar humanos na Lua exige, portanto, reconstruir praticamente do zero uma infraestrutura que foi desativada há mais de meio século — e fazer isso com tecnologias, exigências de segurança e estruturas de custo completamente diferentes das da era Apollo.
O programa Artemis começou a tomar forma em 2017, durante o primeiro governo Trump, com a meta inicial de pousar na Lua em 2024.
Esse prazo nunca foi considerado realista pela maioria dos especialistas.
Problemas com trajes espaciais, com o escudo térmico da Orion, que perdeu mais material do que o esperado durante o reingresso da missão não tripulada Artemis I, em 2022 — e com o desenvolvimento da Starship foram adiando os cronogramas sucessivamente.
Imagem feita pela missão Artemis II mostra o lado oculto da Lua (à esquerda) e o lado visível (à direita), com destaque para a bacia de Orientale.
NASA
Uma abordagem de etapas
A lógica por trás da Artemis II é a mesma que guiou o programa Apollo no início: testar cada sistema separadamente antes de arriscar uma missão mais complexa.
A Artemis I, em 2022, enviou a Orion ao redor da Lua sem tripulação.
A Artemis II faz o mesmo com quatro astronautas a bordo, verificando os sistemas de suporte de vida, propulsão, navegação e comunicação em ambiente de espaço profundo pela primeira vez com humanos.
"A missão vai confirmar que todos os sistemas da nave operam como projetado com tripulação a bordo, no ambiente real do espaço profundo", descreveu a NASA.
A Artemis III, prevista para 2027, não pousará na Lua tampouco: será uma missão de treino de acoplamento em órbita terrestre entre a Orion e os módulos de pouso privados.
Apenas na Artemis IV a NASA pretende colocar astronautas na superfície lunar novamente.
É uma progressão deliberadamente cautelosa — e que reflete o quanto a exploração espacial tripulada mudou desde os tempos em que a corrida espacial justificava riscos que hoje seriam inaceitáveis.
A ‘tripulação’ da Artemis I.
NASA/Lockheed Martin/DLR
E quais são os próximos passos da Artemis II?
A 2º missão do programa Artemis ainda segue em andamento.
Nas próximas horas e dias, os astronautas devem deixar a esfera de influência gravitacional da Lua, realizar queimas de correção de trajetória e conduzir experimentos a bordo antes da amerissagem prevista para 10 de abril no Oceano Pacífico.
Veja os próximos marcos previstos da missão:
7 de abril: a Orion deixa a esfera de influência gravitacional da Lua. Cientistas em solo têm a chance de conversar com a tripulação sobre as observações feitas durante o sobrevoo lunar
8 de abril: testes de pilotagem manual e simulação de abrigo contra radiação solar
9 de abril: último dia completo no espaço. Tripulação revisa procedimentos de reentrada, realiza queima de correção de trajetória e veste roupas de compressão para minimizar os efeitos do retorno à gravidade
10 de abril: queima final de correção de trajetória, separação do módulo de serviço, reentrada com escudo térmico a até 1.650°C e amerissagem no Oceano Pacífico
Como será a trajetória da missão.
Alberto Corrêa/Arte g1
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Decreto do Rio sobre bicicletas e ciclomotores entra em conflito com resolução federal
O decreto publicado pela Prefeitura do Rio nesta segunda-feira (6) que regulamenta a circulação de bic...
Decreto do Rio sobre bicicletas e ciclomotores entra em conflito com resolução federal
O decreto publicado pela Prefeitura do Rio nesta segunda-feira (6) que regulamenta a circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores na cidade pode ser contestado na Justiça por entrar em conflito com normas federais de trânsito.
Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que o texto sobrepõe regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o que pode gerar insegurança jurídica e dificultar a aplicação das medidas.
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A regulamentação foi publicada no Diário Oficial uma semana após o acidente que matou uma mulher e o filho na Tijuca, envolvendo uma bicicleta elétrica e um ônibus. O decreto estabelece novas regras de circulação, limites de velocidade e exigências para condutores desses veículos.
Entre os principais pontos de conflito com a resolução federal estão:
reclassificação de tipos de veículos, com critérios diferentes dos definidos pelo Contran;
exigência de registro e licenciamento para equipamentos que não possuem essa obrigação na norma federal;
restrição à circulação em diversas vias, o que pode deixar alguns veículos sem espaço permitido para trafegar;
exigência de habilitação mais restritiva do que a prevista no Código de Trânsito Brasileiro;
mistura de categorias como bicicleta elétrica e autopropelido, tratadas de forma distinta na legislação nacional.
"Entendemos muito que poderíamos ter um acolhimento e uma oportunidade para pensar a cidade. O decreto vem atrapalhar de diversas formas, tanto as pessoas que pensam em comprar um veículo desses e não sabem se tem que emplacar ou não, se tem que ter carteira de motorista ou não e etc. Também confunde os comerciantes, os motoristas, o pedestre. Todos estão ainda mais confusos", disse Luiz Saldanha, diretor da Aliança Bike.
Mesmo com a ciclovia vazia, ciclista prefere se arriscar no meio dos carros.
Raoni Alves / g1 Rio
Decreto x resolução do Contran
A principal crítica dos especialistas está na forma como o decreto municipal redefine conceitos que já foram estabelecidos em nível nacional.
A resolução do Contran, publicada em 2023, criou uma classificação técnica para veículos de micromobilidade com base em critérios como potência, velocidade e presença de acelerador. O decreto do Rio, no entanto, adota definições próprias, incluindo a possibilidade de bicicleta elétrica ter acelerador e a equiparação de veículos conforme a posição do condutor — sentado ou em pé.
"De cara, o que chama atenção é o parágrafo único do artigo segundo, sobre equiparação de ciclomotores. Eles estão reclassificando uma resolução federal. Não podem fazer isso", afirmou Saldanha.
Rio regulamenta ordenamento de ciclomotores e bicicletas elétricas
Outro ponto de conflito está na exigência de registro e licenciamento para determinados veículos. Pela norma federal, apenas ciclomotores precisam ser emplacados e exigem habilitação. Já equipamentos autopropelidos não têm essa obrigação.
O decreto municipal, ao aproximar essas categorias, cria uma exigência que não existe no sistema nacional de trânsito. Diante disso, especialistas questionam como o Detran deveria agir diante de um pedido de emplacamento de um autopropelido, por exemplo.
"Eles não poderiam sobrepor as regras federais, não poderia reclassificar os veículos e ser mais permissivo que a lei federal", avaliou Luiz.
O texto também estabelece restrições mais amplas à circulação. Em vias com limite acima de 60 km/h, nenhum desses veículos pode circular.
Em outras situações, as regras podem impedir o uso tanto na via quanto na ciclovia, dependendo do tipo de veículo, o que, na prática, pode inviabilizar a circulação em alguns pontos da cidade, como a Avenida Atlântica, em Copacabana, um dos espaços mais frequentados por condutores de ciclomotores, e com velocidade máxima de 70km/h.
"A resolução federal já criou esses dispositivos e os municípios deveriam regular e aplicar, não alterar completamente", afirmou Saldanha.
Especialistas contestam decreto
Para especialistas em mobilidade urbana, o decreto cria mais dúvidas do que soluções, especialmente ao alterar conceitos consolidados na legislação federal.
"O decreto ter vindo logo depois desse incidente, preocupa. A gente esperava que houvesse um acolhimento por parte do poder público, que poderia se refletir em algo positivo para a cidade. Ele tinha a oportunidade de fazer um acolhimento e discutir um modelo de cidade, que entendesse o lugar de cada um desses veículos", disse Saldanha.
Protesto na Rua Conde de Bonfim na Tijuca pede ciclovias na cidade.
Reprodução TV Globo
Segundo ele, o texto ignora fatores estruturais importantes, como infraestrutura e fiscalização.
"Mas ele (prefeito) simplesmente aponta o dedo e fala que quem está no autopropelido está errado. 'Vamos regulamentar a vítima, sem considerar fatores como infraestrutura fata de fiscalização', foi isso que fizeram", afirmou.
Judicialização
Diante das inconsistências apontadas, entidades do setor já avaliam medidas jurídicas para barrar a nova legislação.
"A gente está analisando todos esses itens para entrar na Justiça contra o decreto, mas também para abrir um diálogo com o município", disse Saldanha.
Patinetes, monociclos, bicicletas elétricas, pequenas motos e ciclomotores são veículos de micromobilidade.
Raoni Alves / g1 Rio
Segundo ele, a intenção é buscar ajustes no texto por meio de diálogo, mas sem descartar a via judicial.
"Estamos avaliando juridicamente para fazer essa manifestação. Estamos preparando um ofício para a prefeitura para conversar sobre isso. Estamos preocupados em regulamentar o uso, mas o que não dá é para inventar regras do zero".
"Foram meses e meses de discussão com especialistas do Brasil inteiro para pensar em uma resolução. Queremos buscar o diálogo para rever o que diz o decreto", afirmou Saldanha.
Relembre o decreto
O decreto da Prefeitura do Rio estabelece novas regras para a circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes na cidade.
Entre os principais pontos estão:
proibição de circulação em vias com limite superior a 60 km/h;
restrições de uso em vias de até 60 km/h, dependendo do tipo de veículo;
definição de categorias de veículos com base em características próprias;
exigência de capacete para todos os condutores;
proibição de circulação em calçadas, salvo exceções com velocidade de até 6 km/h;
previsão de fiscalização por órgãos municipais e ações educativas.
Condutor de ciclomotor atravessa a rua na Zona Sul sem capacete
Raoni Alves / g1 Rio
O decreto define quais são as categorias de veículos que circulam pela cidade.
Ciclomotor: veículo motorizado de 2 ou 3 rodas, sem pedal, conduzido sentado.
Bicicleta elétrica: bicicleta com motor elétrico, com pedal, podendo ou não ter acelerador.
Veículo autopropelido: equipamento elétrico individual, sem pedal, de pequenas dimensões. Autopropelidos usados sentados são equiparados a ciclomotores.
Patinete elétrico: autopropelido elétrico de 2 ou 3 rodas, conduzido exclusivamente em pé.
O decreto determina também os itens de segurança para os veículos elétricos. Os capacetes são obrigatórios para todos. No caso dos ciclomotores e autopropelidos, o item de segurança deve ter viseira ou óculos de proteção.
O prefeito destacou que os ciclomotores terão até o fim do ano para regulamentá-las com registro e licenciamento.
A fiscalização sobre a circulação destes veículos ficará a cargo da Secretaria Municipal de Ordem Pública e da Guarda Municipal. As punições em caso de descumprimento das regras são as previstas no artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro.
A prefeitura afirma que o objetivo é aumentar a segurança viária e organizar a convivência entre diferentes modais. Especialistas, no entanto, apontam que o texto pode ter efeito contrário ao gerar insegurança jurídica e dúvidas sobre sua aplicação.
O que dizem os citados
Em nota, a Prefeitura do Rio informou que, neste primeiro momento, a fiscalização das novas regras será apenas educativa. Segundo o município, multas e outras sanções devem começar a ser aplicadas apenas a partir do ano que vem. A administração municipal, no entanto, não respondeu aos questionamentos sobre a possibilidade de o decreto ser considerado inconstitucional.
Em contato com a reportagem, o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) afirmou que está analisando o novo decreto para verificar quais procedimentos serão necessários para sua implementação. Questionado sobre a obrigatoriedade de emplacamento dos veículos, o órgão não informou se foi previamente consultado pela prefeitura.
Já o Ministério dos Transportes, órgão responsável pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), informou que as normas gerais sobre habilitação, registro, licenciamento e regras de circulação são definidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e pelas resoluções do Contran.
"A Resolução Contran nº 996/2023 dispõe sobre a circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, estabelecendo suas definições, características e condições gerais de circulação. A própria resolução prevê que cabe ao órgão ou entidade com circunscrição sobre a via regulamentar a circulação desses equipamentos nas vias sob sua responsabilidade".
"Dessa forma, embora a competência para legislar sobre trânsito seja da União, os municípios podem regulamentar aspectos relacionados à circulação local, desde que observadas as diretrizes previstas na legislação federal e nas normas do Contran", dizia a nota do Contran.